E agora, José (Mayer)?

E agora, José?

a festa acabou,
a funcionária chiou,
o JN mostrou,
a mulherada protestou,
a hashtag criou,
a Globo puniu.

E agora, José?

Está sem trabalho,
está sem moral,
está sem carinho,
já não pode atuar,
já não pode voltar,
ser galã já não podia.

E agora José?
Seu gesto impensado,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
seu ato de desculpas,
sua incoerência,
seu… arrependimento?
E agora?

Desempenhou o papel,
serviu de exemplo,
que não a contento,
serviu para outros Josés.
O que fica é o lamento,
pois apesar do talento,
se igualou às ralés.

Vale a pena ver de novo?
se você pensasse,
se você valorizasse,
se você respeitasse,
se você as entendesse.
Mas você não entende, José!

Sozinho no escuro,
qual bicho-do-mato,
sem Manoel Carlos
nem atriz nua,
para se encostar,
mulheres apaixonadas,
agora irritadas,
somente perguntam,
ali, bem no fundo,
E agora, José?

P.S: Perdão Drummond, pela pobreza dos versos, misturados aos teus, tomados de assalto.

 

* Postado originalmente no Facebook, no dia 05/04/2017

 

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