Livro: Garoto 21

– Essa mocinha é bem atrevida – diz vovô para mim.

Papai ri.

– Ela entrou correndo e acertou o vovô no peito!

– Ah, se eu tivesse pernas…

– Ih, vai começar. A velha desculpa de não ter pernas – brinca Erin.

Fala, pessoal! Faz um tempão que não escrevo sobre livros nos meus blogs, então resolvi falar sobre um que acabei de ler: o recém-lançado Garoto 21. Não se preocupem, prometo não soltar spoilers!

Jpeg

Bom, fui com uma expectativa enorme para conhecer o novo trabalho de Matthew Quick, autor do meu querido O Lado Bom da Vida. Aliás, teve resenha sobre ele há uns dois anos AQUI. O livro vale muito a pena, já o filme eu achei bem mais ou menos.

Mas vamos focar no caçula da turma. O Garoto 21 conta a história de Finley McManus, um jovem tímido, caladão, que ama jogar basquete e faz do esporte a sua vida. Ele mora com o pai e o avô, mas é com Erin que ele se solta um pouco mais. O namoro deles tem a ver com aquela máxima do “os opostos se atraem”, já que ela é brincalhona e carismática. Tudo que o jovem casal quer é conseguir uma bolsa de estudos e se mandar para longe de onde moram, um lugar repleto de sujeira e violência.

Ao contrário do que parece, não é Finley o Garoto 21, mas sim um outro personagem que surge logo em seguida. Russ, um promissor craque do basquete, que aparentemente surtou quando os pais foram assassinados. A partir desse momento, ele deixa a carreira de lado e diz que veio do espaço sideral. E que um dia voltará para lá, reencontrar seus pais. Enquanto isso, segue estudando o comportamento dos terráqueos, dizendo que se chama Garoto 21.

A partir daí, começa a se desenrolar uma bonita amizade entre Finley e Russ Garoto 21. Foi o treinador do time de basquete que os aproximou, sabendo dos temperamentos e histórias de cada um. Realmente, de uma maneira meio doida, os dois se entendem. Mesmo que o garoto órfão seja um forte concorrente na equipe e jogue muito mais, para desespero de Finley. Contando com o apoio um do outro, eles vão seguindo suas vidas e procurando saber o que os levou até ali. Um mistério que o autor conduz muito bem, assim como fez em O Lado Bom da Vida.

ladoO problema (sim, lá vamos nós) em Garoto 21, é que ele te engana desde o início. Faz você acreditar que se trata de uma história meio bobinha, piegas, típica dos filmes de Sessão da Tarde.Quando o negócio começa a esquentar e as tramas vão sendo contadas, você fica numa aflição danada, pois se dá conta que não faltam muitas páginas para acabar. E percebe que Matthew Quick não é bobo, pois consegue amarrar todas as pontas.

Vou deixar vocês tirarem suas conclusões. Particularmente, gostei bem mais de O Lado Bom da Vida. Foi ele que me fez querer devorar (trocadilho impróprio) o Garoto 21. Mas tenho sérias dúvidas se aconteceria o mesmo se fosse ao contrário. O motivo principal é que Finley McManus não é Pat Peoples, protagonista do bestseller. Ele não desperta a mesma empatia contagiante do “irmão mais velho”, embora ambos tenham uma narrativa bem parecida, inclusive utilizando a primeira pessoa. E vocês sabem que comparação é um bicho complicado né?

Mas, porém, contudo, entretanto, todavia… não quero ser injusto, principalmente para quem não leu nenhum deles. Até porque, se deixar isso de lado, é possível ter bons momentos com o Garoto 21. É uma leitura leve, contada de um jeito simples, que cativa. Capaz de te emocionar com a mesma facilidade que tem de fazer sorrir.

 

 

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