Quando o 7 x 1 foi nosso (Abalou Bangu)

No dia 20 de junho de 1950, um clube alvirrubro pisava pela primeira vez no gramado do Maracanã. E enfrentava ninguém menos do que a Seleção Brasileira, que também debutava no estádio. E o final dessa história teve um placar que hoje conhecemos muito bem: 7 a 1. Só que, daquela vez, foram os jogadores com a Amarelinha quem comemoram.

É bem verdade que, naquela época, ainda buscávamos o primeiro título mundial, mas já surgiam ídolos como Ademir Menezes, Nilton Santos e Jair Rosa Pinto. E a honra de enfrentar estes craques no palco sagrado do futebol coube a um simpático representante da Zona Oeste do Rio: o Bangu Atlético Clube.

Se atualmente a equipe luta com dificuldades para fazer campanhas dignas no Campeonato Carioca, naquele tempo o Bangu era capaz de meter medo em qualquer um dos grandes da capital. Um dos destaques era o meia Djalma, que anos antes fizera parte de um dos elencos mais vitoriosos que o Vasco já teve, o Expresso da Vitória.

O Brasil, que naquele jogo-treino se preparava para disputar a primeira Copa em casa, veio a campo com: Barbosa (Castilho), Nilton Santos (Augusto), Nena (Juvenal), Eli (Alfredo), Danilo (Ruy), Bigode (Noronha), Maneca (Friaça), Ademir (Zizinho), Baltazar (Adãozinho), Jair, Rodrigues (Chico). O técnico era Flávio Costa.

Já o Bangu, treinado por Aymoré Moreira, levou a campo o seguinte time: Jorge, Guálter, Rafanelli, Mirim (Elói), Irani (Pinguela), Sula (Belacosa), Djalma, Menezes, Simões, Ismael (Moacir de Paula), Moacir Bueno (Calixto).

Mesmo não sendo oficial, a partida foi encarada com muita seriedade pelos dois times. Curiosamente, quem abriu o placar foi o Bangu, com Simões. O baque fez a Seleção correr atrás do empate, que veio com Ademir Menezes. Final do primeiro tempo: 1 a 1.

No intervalo, Flávio Costa deu uma bronca danada nos seus comandados, que voltaram para a etapa final “mordidos”. Sem enxergar a cor da bola, o time banguense viu o Brasil virar o marcador com Baltazar. Ele ainda faria mais um. Quem também anotou duas vezes foi Zizinho, atacante que brilharia pelo próprio Bangu e que terminaria a Copa do Mundo como o melhor jogador do torneio. Maneca e Adãozinho completaram a goleada: 7 a 1.

A imprensa carioca destacou o massacre no segundo tempo, mas não desmereceu a valentia do adversário. Naquele mesmo 1950, o Bangu teria uma das melhores atuações dos seus 101 anos de vida: uma impiedosa goleada sobre o Flamengo, por 6 a 0. Enquanto isso, a Seleção Brasileira chegaria à decisão do Mundial, perdendo para o Uruguai no finalzinho, na famosa tragédia do Maracanazo.Mas esta, meus amigos, já é uma outra história…

1950

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