Dilma fica

Eu poderia resumir em uma frase o motivo de não querer ir às ruas pedir o impeachment da Dilma:

Porque não fui eu quem a colocou lá.

Curto e grosso. Mas isso, por si só, não exime a minha responsabilidade de cidadão ou serve de argumento para cruzar os braços.

A questão é que eu não acredito mesmo.

Tivemos duas grandes chances. Uma em Junho de 2013, nas manifestações, outra em Outubro de 2014, nas urnas. Falhamos em ambas.

Na primeira fomos sufocados, tivemos os valores invertidos. Entrou a politicagem, entrou o oportunismo, entrou o cara com a máscara do Vendetta quebrando tudo. Conseguimos segurar os 25 centavos da passagem de ônibus naquele momento, mas ela sairia muito mais cara depois.

Frustrante.

Nas eleições, o sentimento de mudança havia sido afugentado para muitos. E não foi o helicóptero que caiu o causador disso. Foi o desânimo com os  nomes que se apresentaram. Ainda assim, a aposta na “continuidade” parecia claramente a crônica de uma tragédia anunciada. Não deu outra.

Podem pintar os rostos, façam faixas criativas, criem jingles bacaninhas. Mas não contem comigo dessa vez. Estou lavando minhas mãos, secando e fazendo as unhas. Querer tirar a Dilma, agora, não faz sentido. Porque depois, ainda que se consiga, a pergunta vai ser a mesma que fizemos em Junho de 2013:

“E agora, o que a gente faz?”

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