Historinha da Copa: Parreira

Salve, salve, pessoal! A bola já começou a rolar e eu ainda não tinha passado por aqui pra escrever um pouco. Dá pra resumir o que tem acontecido desde 12 de junho em uma frase: QUE COPA INCRÍVEL!!!

Golaços, zebras, viradas, bolões destroçados… tem de tudo um pouco! E eu, na ralação nossa de cada dia, acompanho tudo como um jornalista privilegiado, vivendo os bastidores da Seleção Brasileira.

Me permitam cometer uma indiscrição e contar uma história muito boa, envolvendo a minha pessoa e o vitorioso Carlos Alberto Parreira:

Estava eu no estúdio, aguardando o Parreira para conversarmos sobre as Copas de 94 e 70, as quais ele participou como técnico e preparador físico, respectivamente.

Tudo pronto pra gravar, Parreira pediu apenas pra esperar acabar o jogo da Argentina contra o Irã. Eu achei ótimo, porque também queria ver. A partida já estava no finalzinho, um 0 a 0 que tinha tudo pra marcar o tropeço dos hermanos. Lado a lado, ele e eu assistíamos em frente ao meu notebook, dando aquela força pros iranianos.

Mas eis que Lionel Messi, aos 45 do segundo tempo, ignora o fato de haver nada menos do que DEZ adversários na área, ignora a falta de espaço, ignora o Parreira, ignora a mim, e solta um chutaço pra marcar o gol da vitória. Fim de jogo. Eu esbravejei de um lado, Parreira do outro, e ambos, incrédulos, fomos fazer a nossa entrevista.

Em 1970, o Brasil teve um dos maiores times de todos os tempos, na história do futebol mundial. O tricampeonato marcou uma geração fantástica, com Pelé, Gérson, Tostão e um irresistível Jairzinho. Com os olhos brilhando, Parreira lembrou de detalhes daquela campanha, principalmente da final contra a Itália. Um 4 a 1 que não deixava a menor dúvida sobre quem havia sido o dono do jogo. Foi há 44 anos, quando o atual coordenador-técnico era um jovem profissional quase que em começo de carreira, na primeira de suas 6 Copas.

Fim de entrevista, agradeço ao Parreira. Reparo que ele está com os olhos distantes, pensamento longe, e solta um “Caramba… é impressionante… rapaz, que isso…”.

Eu, inocente, digo: “Eu sei, Parreira, 44 anos é muito tempo mesmo, uma vida inteira, com certeza é muita história pra conta!”

E ele: “Não, eu não tô falando disso. Tô falando é do Messi me acertar um chute daqueles no fim do jogo! Que isso!”

Nem eu e nem ninguém no estúdio conseguiu conter as gargalhadas.

 

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