Livro: O lado bom da vida

É curioso como algumas músicas, filmes e livros se encaixam com certos momentos da nossa vida. Não vou nem contar pra vocês o que significou pra mim ir à praia e ouvir o (talentoso) Tiago Iorc cantando Sorte durante o pôr do sol num domingo de saudades, ou assistir despretensiosamente a refilmagem de Os Miseráveis e me colocar diante de emoções que se contrastaram fortemente. Bem, pouparei-os.

ImagemVou focar na parte literária, que dá título ao post. Não sei em que pé está a sua vida nesse momento – se está radiante ou prestes a pular do 8° andar – mas em ambos os casos eu recomendo uma boa olhada em O Lado Bom da Vida, escrito por Matthew Quick. É uma história muito divertida e animadora sobre um cara comum, que passa por um daqueles momentos em que tudo na vida dá errado, mas ainda assim não perde as esperanças e decide lutar pelo “final feliz”, pois está procurando ser uma “pessoa melhor”.

É desnecessário fazer uma crônica, portanto não vou me alongar sobre a história. Apenas leia e se encante por Pat Peoples e sua loucura. Faz a gente olhar para o próprio umbigo e se sentir um bocado “louco” também. Pode ser que isso não vá mudar a sua vida, mas pelo menos te incentive a vê-la com outros olhos, enquanto avança até a última página. Do início ao fim, a maneira como o protagonista narra os acontecimentos (e principalmente seu estado de espírito) te impede de desgrudar do livro.

Talvez você leia e não ache nada de mais. Apenas um entretenimento.

Eu achei incrível, pois, assim como Pat, também vivo olhando as nuvens e procurando as coisas boas da vida.

O filme – Era de se esperar que, encantado pela história e tendo acabado de devorar o livro, eu corresse para ver o filme. Assim eu fiz…. e que decepção. A impressão que dá é que o roteirista nem se deu ao trabalho de abrir o livro, ou, se o fez, ficou determinado a mudar tudo aquilo que era mais legal. A cada cena eu só conseguia murmurar e contar até dez, pra ver se aquilo era mesmo o que eu estava vendo. O diretor omitiu algumas partes, inventou outras, mudou a maioria. Eu sei, é difícil adaptar duzentas e tantas páginas para uma hora e meia de filme. Mas acho sinceramente que até os colegas de sanatório de Pat fariam algo melhor….

Atualização: Leia AQUI a minha crônica sobre Garoto 21, de Matthew Quick!

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Um pensamento sobre “Livro: O lado bom da vida

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