O baile funk frenético do Planalto

O batidão tomou conta de Brasília! Caixas de som nas alturas, Itaipava a um real, damas grátis até meia-noite e parlamentares eufóricos cantando:

“”Não olha pro lado, quem tá passando é o bonde, se ficar de caozada… a porrada come!”

No palco, Marta Suplicy fazendo o quadradinho-de-oito-da-borboleta-maravilha. Não, espera! É o Eduardo Suplicy quem tá fazendo, lindo de bonito!

1357910330_17e202d0eaO Mc Renan, liso como ele só, veio logo atrás. Microfone na mão, boné da Osklen virado pro lado e cantando “Sou foda! Sou foda! Na CPI eu te esculacho!”

No meio do dig din, até o Sarney  (com seus 197 anos de bailes proibidões) mandava o papo reto pra um manifestante, que se infiltrou querendo protestar:

“Tu tá maluco??? Respeita o moço! Patente alta (dá aula!), bigode grosso!!”

Delúbio, Dirceu, Genoíno e Marcos Valério, a turma dos embargos infringentes, puxaram o coro:

“Tira a mão de mim! Deixa eu vacilar! Amanhã é outro dia e você vai me perdoar!”

E outros deputados, de olho no mesmo benefício, pulavam perto do Joaquim Barbosa:

“Vai dar pra quatro, vai dar pra sete!!”

Mas o Ministro do STF não se fez de rogado não, parceiro!

“Mama eu! Mama, mama, mama eeeeeeu!”, respondeu, frenético.

Exatamente nessa hora apareceu o Feliciano, ouriçadíssimo, achando que fosse com ele.

A galera, claro, não perdoou: “tá taraaaada, tá taraaaada, tá taradaaa”

Já do outro lado do baile… ih, se liga na Marina Silva, tirando foto no espelho pra postar no Facebook:

“Sarreeeeeeeeeeeeei, sarreeeeeeeeei”!

Os assessores em volta mandaram logo: “Aaaaaai carambaaaaaa, que mina maluca!”

Entre uma sarrada pra esquerda e outra sarrada pra direita, a ex-senadora, que não conseguiu emplacar o seu partido, dançou até o chão na frente do Rui Falcão:

“Até você vai ficar ba-ban-do”, disse com tapinha no queixo e tudo, meiga e abusada.

Falcão, “norótico”, apenas retrucou: “Que isso novinha, que isso?!”

Perto deles estava o Natan Donadon, sem camisa, sem mandato e sem-vergonha, suando em bicas ao lados das popozudas de plantão:

“Só quero que me dê uma coisa: bunda.. bunda.. bunda…”

Lá pras 4 da manhã, todo mundo já manguaçado, eis que chega a Dilma dos EUA. Foi logo fazendo post no Twitter:

“Eu adorooooo, eu me amarroooooo”

Deu de cara com o Lula e abriu os braços pro parceiro (que a essa altura nem sabia mais em que planeta estava):

“Aaaaaaaaaaaah… le lek lek lek lek lek”

Eles giraram pra um lado, giraram pro outro, enquanto o bonde nervoso do PSB se afastava, cheio de cerol na mão, assim, assim. Tudo corria bem até que alguém chamou a presida de “pirigueti”.

Aí, mermão, o baile abriu na hora! Lado A e Lado B se enfrentando, tiro, porrada e bomba… e vagabundo sem saber pra qual lado correr. Eleições chegando é assim, ninguém para quieto no mesmo partido, não sabe se vai ou se fica, bagulho fica doido.

O dia amanheceu, o DJ se recolheu e a polícia, claro, não apareceu. Ninguém foi preso, um ou outro se feriu, mas nenhum deles vai faltar ao próximo baile. Porque o funk de Brasília é um vício, e ninguém quer largar o osso!

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