Prezado Feliciano….

Prezado Marcos Feliciano,

Posso te chamar de Feliciano? É só pra quebrar o gelo, costuma dar certo. Que tal Marquin? Já sei, Marquin Feliz, então? Pronto, Marquin Feliz, gostei!

Acho que não nos conhecemos. Meu nome é Sandro Miranda, sou jornalista, brasileiro e represento um montão de gente que quer respostas e atitudes.

E o senhor? Representa quem, afinal? Porque aonde quer que eu vá, só encontro pessoas dizendo “ele não me representa!”.

Ué,deveria ser o contrário. Estamos falando de um deputado, um “homem do povo”. E ainda por cima é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O cargo é pomposo, mas a sua presença nele parece fazer tanto sentido quanto a de um salva-vidas que não sabe nadar, ou um escritor que não sabe ler, por exemplo.

O pessoal está beeeeeem descontente com a sua pessoa. Tanto que as melhores declarações estão vindo de onde menos se espera: “Marco Feliciano tinha que curar é a ignorância dele”, protesta Valesca Popozuda, no Twitter. Sentiu o drama?

Exorciza... esse gostosão!

Exorciza… esse gostosão!

Gostaria muito de entender qual o seu problema com os homossexuais. Essa história de Cura Gay me parece meio descabida. Tratar como se fosse uma patologia? Sério mesmo?

Ah, Marquin Feliz! Com tanta coisa pra ser discutida, tantos direitos pra serem reivindicados, tantas causas envolvendo os interesses da população, o senhor vem dizer que gostar do mesmo brinquedinho agora é doença?

Eu sei, a proposta não é sua, é do ‘Excelentíssimo’ deputado João Campos (PSDB-GO). Aliás, estendo também ao ilustre parlamentar a pergunta. Qual o problema?

Sim, porque até o pessoal do Conselho de Psicologia não está entendendo direito esse negócio. Para eles, homossexualidade não constitui doença, distúrbio ou perversão.

Minha opinião é simples: cada um faz o que quer com o que tem. The End, pode subir os créditos. E, mesmo sem ser gay, tenho muitos amigos orgulhosos por assim serem, e fico imaginando o que eles estariam achando nesse momento. Será que há cura para o senhor?

Pergunto isto porque, partindo do seu pressuposto, a pessoa dona de cromossomos “coloridos” pode deitar no divã, contar sua vida, e se submeter a uma reversão. Beleza.

Mas e com quem não tem caráter, como faz?

E quem se aproveita do momento em que o País está vivendo, com o foco em outros assuntos, pra agir quase na surdina e levar à frente um projeto claramente impopular?

Há vacina para a pequenez de espírito? Há remédio para a arrogância e a prepotência?

E quando o sujeito é acusado de estelionato e desvio de verbas públicas?

Será que inventaram técnica pra pastor que pede senha do cartão de crédito do fiel na igreja?

Não, infelizmente não. Enquanto isso, o senhor vai continuar aonde está. Achando-se acima do bem e do mal. Mas não se engane, Marquin Feliz.

Do jeito que as manifestações estão se espalhando por aí – e as pessoas se informando, se unindo e agindo -, já já vai chegar a sua vez.

Atenciosamente, Sandro.

P.S: Não sei se deixei bem claro, mas… o senhor também não me representa.

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